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MAJU: Uma análise sobre a representatividade e os ataques racistas sofridos pela jornalista

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Na última segunda-feira (9) o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou dois homens acusados de racismo e injúria racismo contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, da Rede Globo.

A ocorrência foi aconteceu em 2015, quando Erico Monteiro dos Santos e Rogério Wagner Castor Sales publicou expressões racistas em perfis falsos nas redes sociais. Em 2016 o Ministério Público de São Paulo denunciou os réus após um investigação sobre os ataques racistas que a jornalista vinha recebendo desde 2014.

Erico foi condenado a seis anos de reclusão e Rogério a cinco anos em regime semiaberto, mais multa. Na sentença, o juiz também entendeu que os dois réus cometeram corrupção de menores por terem induzido três adolescentes à prática dos mesmos crimes.

Maju, como é chamada carinhosamente pelo público e colegas de trabalho ganhou mais destaque na mídia quando passou a fazer parte da equipe fixa de apresentadores do Jornal Nacional, principal telejornal do país. Tornando-se a primeira mulher negra a ser âncora do telejornal de maior audiência no país.

A medida em que o destaque de Maju cresce na televisão brasileira, leva junto as críticas e ataques a jornalista, e mostra o reflexo de uma sociedade que se incomoda com o protagonismo negro em um país que deveria lutar contra o racismo.

Esse comportamento criminoso pode ser consequência de um sistema que por anos “invisibilizou” negros com um padrão branco diariamente repetido na mídia. O que não pode, ou não deveria acontecer é a ausência de representatividade negra na televisão, visto que ainda é o maior meio de comunicação entre os brasileiros, e que em sua história já se mostrou capaz de interferir no comportamento da nossa sociedade.

A presença de uma mulher negra em posição de destaque na mídia é uma repreentatividade para que outras negras, que por muito tempo foram “invisibilizadas”, possam se identificar e voltar a acreditar que podem ocupar a posições de protagonismo na sociedade.

 

Fernanda Pinheiro

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