
O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) elogiou o governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), após o anúncio da criação de um parque sensorial na Granja Santana, residência oficial do governo estadual.
A publicação, no entanto, foi apagada pouco tempo depois.
A declaração ocorreu após o discurso de posse de Lucas, na quinta-feira (2), quando a proposta foi apresentada como uma das primeiras ações da nova gestão.
Pedro afirmou que acompanha a pauta há anos e relembrou críticas que recebeu ao defender a abertura do espaço para uso público. Disse que chegou a ser ridicularizado pela ideia.
Mesmo integrando um campo de oposição, Pedro adotou postura discreta nos últimos movimentos políticos. Ele esteve na coletiva que marcou a saída do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), mas evitou exposição pública. Também recusou o convite para compor como vice.
Sobre a iniciativa do novo governador, Pedro destacou que o mais importante é a execução da proposta, independentemente de quem esteja à frente.
Porém, ao apagar elogio, enfraquece sua própria narrativa.
Durante anos, construiu um discurso com foco quase exclusivo na ideia de transformar o espaço em área pública. Era uma de suas principais bandeiras.
Quando reconhece a iniciativa do atual governador, ele entrega o principal ativo político que sustentava esse posicionamento. Mostra que a pauta deixou de ser diferencial.
O problema se agrava quando o elogio é apagado. Ao não sustentar a própria fala, Pedro passa a impressão de que o discurso não é guiado por convicção, mas por conveniência e de uso político.
No fim, perde consistência. E política sem consistência vira apenas narrativa vazia.



