
A deputada estadual Camila Toscano voltou ao centro de uma polêmica após declaração concedida à rádio Arapuan, na quinta-feira (21), durante críticas à Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa. Ao comentar a empresa espanhola vencedora do pregão, a parlamentar utilizou a expressão “passado negro”, termo que gerou repercussão e críticas nas redes sociais.
A fala reacendeu o debate sobre linguagem no discurso político e o uso de expressões associadas, historicamente, a conotações negativas ligadas à palavra “negro”. Especialistas e movimentos antirracistas costumam apontar que esse tipo de vocabulário reforça associações culturais entre negritude e aspectos depreciativos, mesmo quando empregado sem intenção discriminatória declarada.
Críticos da declaração afirmam que a deputada poderia ter recorrido a expressões como “histórico problemático”, “antecedentes questionáveis” ou “passado suspeito”, evitando referências de cunho racial.
O episódio também trouxe à tona discussões sobre responsabilidade comunicacional de agentes públicos, especialmente em temas sensíveis ligados à linguagem e ao combate ao racismo estrutural.
A crítica à PPP da Cagepa e ao modelo adotado pelo governo é considerada legítima dentro do debate político. No entanto, para setores que reagiram à fala, o questionamento poderia ter sido feito sem o uso de termos interpretados como reforço a estereótipos raciais.
Até o momento, a expectativa é por um posicionamento público da parlamentar sobre a repercussão do episódio. As informações repercutiram inicialmente no portal Politika.com.


