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Cícero diz que ausência de critérios na base motivou rompimento e justifica candidatura ao Governo da Paraíba

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O ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), pré-candidato ao Governo da Paraíba, afirmou nesta segunda-feira (13) que a falta de critérios para definir o candidato da base governista foi o principal motivo para seu rompimento político com o grupo. Segundo o emedebista, a decisão de disputar o Palácio da Redenção ocorreu após ser surpreendido com a formação da chapa majoritária, anunciada, segundo ele, antes mesmo de qualquer discussão interna.

Em entrevista ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba, Cícero afirmou que defendia a adoção de parâmetros objetivos para a escolha do candidato da base, incluindo pesquisas de opinião para avaliar quem reunia melhores condições de representar o grupo.

“Aqueles que acompanham a vida política do nosso estado sabem que, após a nossa eleição, eu sempre disse que a base do governo precisava estabelecer critérios para a escolha do candidato ao Governo do Estado. Infelizmente, isso não aconteceu. Fui surpreendido pela formação da chapa pela imprensa. Eu defendia que houvesse critérios, fosse eu ou qualquer outro nome, e que, no mínimo, fossem consideradas as pesquisas para saber quem a população acreditava estar mais preparado para governar. Como isso não foi respeitado, não cabia outra posição senão me colocar à disposição da Paraíba. Quero que o povo decida se deseja um governo com experiência, independência e sem submissão a interesses familiares ou manipulações de grupos”, declarou.

Questionado sobre a mudança de posicionamento em relação ao grupo político do qual fazia parte, o ex-prefeito negou que sua candidatura tenha sido motivada por interesses pessoais e afirmou que a decisão representa um compromisso com a vida pública.

“Em absoluto. Pelo contrário, trata-se de um compromisso com a vida pública. Acredito que a boa política transforma a vida das pessoas. Deus me deu a oportunidade de exercer vários cargos: vice-governador, governador, ministro, senador e prefeito de João Pessoa por quatro vezes. Estou preparado para esse desafio e me coloco à disposição porque acredito que sempre é possível fazer mais e melhor. Estamos percorrendo o estado, ouvindo a população e apresentando soluções para os problemas”, afirmou.

Durante a entrevista, Cícero também respondeu às críticas por ter renunciado à Prefeitura de João Pessoa poucos meses após ser reeleito em 2024 para disputar o Governo do Estado. Segundo ele, a decisão foi respaldada por pesquisas e a continuidade administrativa da capital está garantida com a gestão do prefeito Leo Bezerra (PSB).

“Desde 2020, eu e Leo Bezerra assumimos o compromisso de fazer o melhor mandato das nossas vidas. Enfrentamos a pandemia, superamos dificuldades e entregamos resultados. Antes de tomar essa decisão, consultei a população por meio de pesquisas, e ela aprovava minha saída para disputar o Governo porque entendia que a parceria entre o Estado e a Prefeitura poderia continuar. Tenho tranquilidade para enfrentar esse desafio”, disse.

Na mesma resposta, o pré-candidato fez críticas à atual gestão estadual e afirmou que já identifica reclamações em diferentes setores da administração.

“Estamos enfrentando a máquina do governo, mas confiamos na Justiça Eleitoral e na capacidade de discernimento do povo. Governador não pode ser uma aventura. É preciso ter história, experiência, independência e competência. Em pouco mais de cem dias de governo já encontramos reclamações sobre a não convocação de professores, o encerramento de unidades do programa Tá na Mesa, atrasos de pagamentos a vigilantes e ao transporte escolar. A população espera respostas, e é isso que pretendemos oferecer”, concluiu.

Cícero Lucena deixou o comando da Prefeitura de João Pessoa em abril deste ano para disputar o Governo da Paraíba. Antes da decisão, rompeu com a base governista, desfiliou-se do Progressistas (PP) e ingressou no MDB. Com mais de três décadas de trajetória política, já exerceu os cargos de vice-governador, governador, senador, ministro de Estado e prefeito da Capital por quatro mandatos.

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