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Efraim diz que mantém confiança em suplente investigado em escândalo do INSS é explica boleto de R$ 51 mil pagos por aliado

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A Rádio CBN realizou, nesta quarta-feira (15), o terceiro dia de sabatinas com os pré-candidatos ao Governo da Paraíba. O entrevistado foi o senador Efraim Filho (PL), que comentou a investigação envolvendo seu suplente, Erick Marinho, explicou um empréstimo de R$ 51 mil recebido dele, falou sobre sua mudança de posicionamento político, criticou a PPP da Cagepa e apresentou propostas para a segurança pública.

Um dos principais temas da entrevista foi a investigação que apura um suposto esquema de blindagem patrimonial ligado a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no qual Erick Marinho é citado.

Efraim afirmou que mantém confiança no suplente e acredita que ele conseguirá comprovar sua inocência.

“A defesa me pareceu bastante crível e acredito, sim, que, quando analisada esta fase do inquérito, ele conseguirá provar sua inocência”, afirmou.

O senador também comentou o pagamento de um boleto de R$ 51 mil feito por Erick Marinho em seu favor. Segundo Efraim, tratou-se de um empréstimo realizado em um momento em que ele não tinha saldo suficiente em conta e ressaltou que o episódio não faz parte da investigação.

“No dia do pagamento do boleto, eu não estava com recurso na minha conta. Ele, que tem essa relação de suplente comigo, se dispôs a emprestar esse dinheiro. Volto a dizer que isso não é objeto de investigação. O próprio Supremo já descartou qualquer relação indecorosa nesse sentido. Fiz questão de devolver, ele disse que não queria, mas continuo pronto para pagar”, declarou.

Ao ser questionado sobre sua mudança de alinhamento político, Efraim afirmou que romper com o governo estadual e se aproximar do campo bolsonarista foi um “ato de coragem”. Para o senador, o eleitor paraibano tem perfil conservador, independentemente de rótulos ideológicos.

“A família paraibana, principalmente a do Sertão, não gosta de ser rotulada como de direita, esquerda ou centro. Mas ela é conservadora. Quer saber o que as pessoas pensam sobre temas como aborto, drogas, segurança pública e combate às facções”, disse.

Sobre a Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa, Efraim afirmou que, caso seja eleito governador, pretende cancelar o leilão realizado pelo atual governo já no primeiro dia de mandato. Apesar da crítica ao modelo adotado, disse ser favorável a parcerias público-privadas, desde que os contratos atendam ao interesse público.

Na área da segurança pública, o senador defendeu a retirada de presídios instalados em áreas urbanas, como os existentes em Mangabeira, em João Pessoa. Segundo ele, as unidades seriam transferidas para regiões mais afastadas, com o objetivo de reduzir a influência das facções criminosas e liberar áreas para novos empreendimentos habitacionais.

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