
Tem sido motivo de desgaste para a pré-candidatura do senador Efraim Filho (PL) ao Governo da Paraíba a demora da primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, em definir se aceitará ou não o convite para disputar a vice-governadoria na chapa do partido nas Eleições 2026.
Nos bastidores, aliados do senador já demonstram irritação com a indefinição e defendem, de forma reservada, que o PL encerre a espera e escolha outro nome para compor a chapa majoritária.
A sinalização, neste momento, é de que Juliana não deverá embarcar no projeto, embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada.
Nesta quarta-feira (22), o PL inaugura seu diretório em Campina Grande, mas nem o prefeito Bruno Cunha Lima nem a primeira-dama participarão do evento. Ao jornalista Felipe Nunes, da Rádio CBN, Bruno informou que está em viagem com a família, o que impossibilitou sua presença na agenda partidária.
Pessoas próximas ao prefeito avaliam que a gravidez de Juliana, somada à indicação de Diogo Cunha Lima para a vaga de vice na chapa do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), tornou ainda mais difícil um eventual “sim” ao convite de Efraim.
Embora Bruno permaneça como aliado político do senador, até o momento não há qualquer sinalização pública de que Juliana integrará a chapa.
Diante da indefinição, Efraim já passou a avaliar alternativas. Entre os nomes cogitados estão o empresário José Carneiro, filiado ao Novo, além de representantes do segmento evangélico e outras lideranças políticas de Campina Grande.
Nos bastidores da política paraibana, a avaliação é de que a antecipação da escolha de Diogo Cunha Lima como candidato a vice de Cícero Lucena aumentou a pressão sobre Bruno Cunha Lima, criando um cenário politicamente delicado para a família no momento em que Efraim aguarda uma definição sobre sua chapa.


