
A escolha de Lígia Feliciano (União Brasil) para ocupar a vaga de vice na chapa de reeleição de Lucas Ribeiro (PP) provocou uma ruptura na base governista e levou o PDT a anunciar o desembarque do grupo nesta quarta-feira (12).
O rompimento foi confirmado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, em entrevista à CBN. Segundo o dirigente, a escolha de Lígia não foi discutida previamente com a legenda, que defendia o nome de Rafaela Camaraense para compor a chapa.
Para Lupi, a decisão representou um sinal de que o grupo governista não pretendia mais contar com o PDT na aliança. O dirigente afirmou ainda que a maioria das lideranças do partido já decidiu não permanecer ao lado de Lucas Ribeiro na disputa pelo Governo da Paraíba em 2026.
Com o rompimento, o PDT passou a avaliar novos caminhos para a eleição estadual. Uma das possibilidades é lançar Rafaela Camaraense como candidata ao Governo da Paraíba, caso ela aceite encabeçar uma candidatura própria.
A segunda alternativa é apoiar Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa e adversário de Lucas Ribeiro na disputa pelo Palácio da Redenção. Lupi destacou a relação política que mantém com Cícero e a presença do PDT na administração municipal da Capital como fatores que podem favorecer uma aproximação.
A decisão do PDT altera o cenário da sucessão estadual e abre uma nova rodada de articulações entre os principais grupos políticos que disputam o Governo da Paraíba.


