
Os eleitores de Cabedelo voltam às urnas neste domingo (12) para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município, em eleição suplementar convocada após a cassação da chapa vencedora no pleito de 2024. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), com base em irregularidades identificadas pela Justiça Eleitoral.
A anulação do resultado anterior atingiu os mandatos do ex-prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP). O julgamento apontou abuso de poder político e econômico, além de indícios de captação ilícita de votos. A decisão foi tomada por maioria e também resultou na inelegibilidade do ex-prefeito Vitor Hugo Castelliano (Avante) por oito anos.
Com isso, o município, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, terá uma nova disputa em um intervalo de poucos meses desde a última eleição. Ao todo, 53.320 eleitores estão aptos a votar, distribuídos em 30 locais de votação e 165 seções eleitorais.
A disputa deste domingo será entre duas chapas formadas por candidatos do mesmo partido, modelo conhecido como “puro sangue”. De um lado está o atual prefeito interino Edvaldo Neto (Avante), que assumiu o comando da cidade após renunciar à presidência da Câmara Municipal. Advogado, ele foi eleito vereador em 2020 e reeleito em 2024, chegando ao segundo mandato.
Do outro lado está Walber Virgolino (PL), delegado da Polícia Civil da Paraíba (PCPB) e então deputado estadual. Natural de Pombal, no Sertão paraibano, ele tem trajetória na segurança pública e já ocupou cargos como secretário de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP) e secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte. Na política, foi eleito deputado estadual em 2018 e reeleito em 2022, além de ter disputado a Prefeitura de João Pessoa em 2020.
As chapas são compostas por Edvaldo Neto e Evilásio Cavalcante, ambos do Avante, e por Walber Virgolino e Morgana Macena, ambos do PL.
A campanha eleitoral seguiu um calendário reduzido, definido pela Justiça Eleitoral. Na véspera do pleito, neste sábado (11), os candidatos puderam realizar atos de campanha até as 22h, incluindo carreatas, uso de carros de som e distribuição de material gráfico. Após esse horário, qualquer tipo de propaganda ficou proibido.
Do ponto de vista logístico, a Justiça Eleitoral concluiu a preparação das urnas eletrônicas, com 179 equipamentos disponibilizados, sendo 163 para uso nas seções e 16 de reserva. A instalação foi realizada entre sexta-feira (10) e sábado, com acompanhamento de representantes de partidos, imprensa e órgãos de fiscalização. As forças de segurança também atuam durante o processo para garantir a normalidade da votação.
A eleição suplementar deve redefinir o comando do Executivo municipal em um cenário marcado por forte judicialização e curto período de campanha, com impacto direto na condução política da cidade nos próximos anos.


