
O presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, rebateu nesta sexta-feira (15) as críticas direcionadas à Parceria Público-Privada (PPP) do saneamento firmada pelo Governo da Paraíba e afirmou que o modelo não representa a privatização da companhia.
A declaração ocorre após críticas do ex-governador Ricardo Coutinho (PT), que acusou o Estado de estar “entregando o filé” da Cagepa à iniciativa privada. Em resposta, Marcos Vinícius negou a acusação e ressaltou que a empresa segue pública, com patrimônio pertencente ao Governo da Paraíba.
“Não entregamos nada a ninguém, até porque não houve venda da empresa. Após o período contratual, todo o patrimônio retorna para a companhia”, declarou.
A discussão ganhou repercussão após o leilão realizado na B3, em São Paulo, que definiu a empresa espanhola Acciona como vencedora da PPP voltada aos serviços de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos.
O contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões ao longo de 25 anos, destinados à expansão da coleta e do tratamento de esgoto, além do cumprimento das metas estabelecidas pelo novo marco legal do saneamento.
Segundo a Cagepa, a parceria abrange exclusivamente o sistema de esgotamento sanitário. Os serviços de abastecimento de água e a gestão administrativa da companhia continuarão sob responsabilidade do Estado.
Marcos Vinícius também destacou a atual situação financeira da empresa, afirmando que a Cagepa atravessa uma fase de recuperação, com capacidade de investimento e equilíbrio operacional, diferente de períodos anteriores marcados por dificuldades financeiras.


