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Mesmo com muitos prefeitos, Nabor precisa se esforçar mais para campanha ao Senado emplacar com a simpatia do povo

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A disputa pelo Senado na Paraíba tende a seguir uma lógica distinta das eleições proporcionais e deve colocar em evidência fatores que vão além da força dos apoios partidários e municipais. Diferentemente de uma eleição baseada apenas em estruturas políticas, a corrida pela vaga senatorial exige alcance estadual, capital político consolidado e capacidade de convencimento junto ao eleitorado.

Nesse cenário, o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), busca ampliar seu espaço político amparado pelo grupo liderado pelo filho, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). A estratégia passa pela construção de uma ampla rede de apoios municipais e pela tentativa de consolidar uma candidatura competitiva no chamado segundo voto para o Senado.

Aliados sustentam que mais de 150 prefeitos já teriam sinalizado alinhamento ao projeto político de Nabor. Em alguns municípios, movimentos internos da base teriam provocado até mudanças de posicionamento em relação a outros nomes da disputa.

Apesar da musculatura política acumulada, levantamentos internos e pesquisas divulgadas recentemente apontariam dificuldades para o crescimento eleitoral do ex-prefeito fora do núcleo de influência regional.

Nos bastidores, avaliações atribuem esse cenário à resistência enfrentada por Nabor em desvincular sua imagem de desgastes administrativos e episódios envolvendo sua gestão em Patos. Embora não tenha sido alvo direto das denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Outside, o ambiente político segue impactado pelas investigações relacionadas a obras executadas no município.

No Tribunal de Contas do Estado também tramitam procedimentos envolvendo questionamentos sobre recursos públicos da administração municipal, incluindo apurações relacionadas a tributos e pagamentos de gratificações.

Outro ponto observado por analistas políticos é o efeito da vinculação direta com Hugo Motta, figura de grande peso político nacional, mas que também enfrenta desgaste em debates públicos ligados a pautas do Congresso e a episódios recentes de repercussão nacional.

A disputa pelo Senado na Paraíba permanece aberta e sem definição clara, mas o cenário atual indica uma eleição menos dependente do tradicional voto orientado por lideranças políticas e mais conectada à imagem pública, à narrativa de modernização e à capacidade de cada candidatura dialogar diretamente com o eleitor.

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