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“São cidades que hoje não têm esgotamento sanitário e a gente sabe o quanto isso representa para a saúde pública”, diz Lucas Ribeiro ao defender PPP da Cagepa

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O governador e pré-candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), defendeu nesta quarta-feira (22) a Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa para ampliar a cobertura de saneamento básico na Paraíba. Durante sabatina no programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, o gestor afirmou que o modelo atende às exigências do Marco Legal do Saneamento, prevê investimentos superiores a R$ 3 bilhões e não resultará em aumento na tarifa de água para os consumidores.

Ao justificar a adoção da parceria, Lucas destacou que o Marco Legal do Saneamento estabelece a meta de universalização dos serviços até 2033, exigindo elevados investimentos por parte dos estados.

“O marco legal de saneamento exige que até 2033 os estados tenham acima de 90% de saneamento. Isso obriga todos os estados a realizarem vultosos investimentos”, afirmou.

Segundo o governador, a modelagem da PPP foi desenvolvida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de viabilizar a expansão da rede de esgotamento sanitário no estado.

“Nosso governo fez uma modelagem através do BNDES, uma instituição renomada, construindo algo que realmente solucionasse essa questão para o nosso estado”, disse.

Lucas Ribeiro explicou que a empresa responsável pelos investimentos foi definida por meio de leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo.

“Tivemos uma empresa que se habilitou através de um leilão na Bolsa de Valores de São Paulo. Graças a Deus, tivemos uma empresa que topou fazer esse investimento de mais de R$ 3 bilhões”, declarou.

De acordo com o governador, os recursos serão aplicados na ampliação do sistema de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas.

“São cidades que hoje não têm esgotamento sanitário. A gente sabe o quanto isso representa para a saúde pública”, ressaltou.

Lucas também argumentou que a parceria permitirá acelerar a execução das obras sem que o Estado precise arcar sozinho com os investimentos necessários.

“O Estado não teria como fazer um investimento como esse, rápido. Estamos economizando dinheiro do cidadão”, afirmou.

Ao ser questionado sobre um possível aumento na conta de água, o governador negou qualquer impacto na tarifa e afirmou que a Cagepa continuará responsável pela prestação do serviço aos consumidores.

“Não. A Cagepa continua administrando e a relação da Cagepa com o cliente é direta”, garantiu.

Segundo Lucas Ribeiro, a empresa privada ficará responsável apenas pelos investimentos e pela execução das obras, enquanto a Cagepa manterá a gestão do atendimento e da cobrança das tarifas.

“Isso foi objeto de questionamento por outras empresas, mas nós não permitimos. A Cagepa vai continuar tendo essa relação com o cidadão”, concluiu.

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