
O deputado estadual Wilson Filho (Republicanos), ex-secretário de Estado da Educação, criticou nesta terça-feira (16) a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) pela Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Em entrevista à Rádio Pop, o parlamentar associou as investigações a interesses políticos e questionou os critérios adotados para a instalação das comissões.
Wilson Filho argumentou que a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), que possui maioria de parlamentares alinhados ao governo estadual, também teria condições de instaurar CPIs para investigar a gestão da Prefeitura de João Pessoa, mas não adota essa postura por considerar que o debate político deve ocorrer de forma responsável.
“Tem muitos assuntos para serem debatidos em um ano eleitoral. Hoje, a base do governo na Assembleia conta com cerca de 25 ou 26 deputados, enquanto o prefeito Cícero Lucena tem uma bancada menor. Caberiam quantas CPIs contra a Prefeitura de João Pessoa?”, questionou.
O deputado citou temas que, segundo ele, poderiam ser alvo de investigações parlamentares, como a operação da Zona Azul, reclamações relacionadas à coleta de lixo e problemas de infraestrutura urbana na capital paraibana.
Para Wilson Filho, o fato de a Assembleia Legislativa não ter avançado com iniciativas desse tipo demonstra uma postura de responsabilidade institucional, sem a busca por ganhos políticos ou eleitorais.
“A Zona Azul é uma delas, a questão do lixo, que gera reclamações constantes da população, além dos problemas de infraestrutura e da buraqueira em diversos pontos da cidade. Se a intenção fosse agir com politicagem, a Assembleia já teria aberto várias CPIs. Será que gera mais repercussão uma CPI na Assembleia ou na Câmara Municipal?”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio ao debate sobre a atuação das CPIs instaladas na Câmara Municipal de João Pessoa e o ambiente político que antecede as eleições de 2026.


