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Mesmo negando, investigação diz que Vitor Hugo tratava ‘tete a tete’ contratações na Prefeitura de Cabedelo para indicados por facção

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Depoimentos reunidos na Operação En Passant indicam que o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, teria atuado como peça central em um esquema de favorecimento envolvendo uma organização criminosa. Segundo os investigadores, contratações na gestão municipal estariam condicionadas ao domínio territorial da facção.

A apuração, conduzida pelo Gaeco no âmbito da Operação Cítrico, aponta que a empresa LEMON seria utilizada para operacionalizar pagamentos a indicados do grupo, por meio de uma folha paralela. Os registros internos identificavam os beneficiários como indicações ligadas à organização.

De acordo com a investigação, após a deflagração de uma operação da Polícia Federal contra André Coutinho em dezembro de 2024, houve demissões e tentativa de interrupção do esquema. No entanto, mecanismos teriam sido adotados para manter os repasses, incluindo pagamentos informais.

Os depoimentos também indicam que Vitor Hugo tratava pessoalmente e teria sinalizado à organização a continuidade do modelo de influência na gestão seguinte, no caso, de Edvaldo Neto. A expectativa, segundo os investigadores, era de retomada integral do sistema de contratações e indicações.

Documento assinado pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida aponta que as indicações eram registradas formalmente na estrutura administrativa. A investigação sustenta ainda que o esquema era de conhecimento interno e impactava diretamente decisões na administração municipal.

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