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Após quase um ano do atentado, Sindipetro-PB cobra elucidação sobre atentado a Guguinha Moov Jampa; vereador nega acusação a entidade

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O vereador de João Pessoa Guguinha Moov Jampa (PSD) respondeu, nesta segunda-feira (13), à nota divulgada pelo Sindipetro-PB e negou ter acusado ou insinuado a participação do sindicato ou de empresários do setor de combustíveis no atentado a tiros sofrido por ele, em agosto de 2025.

A manifestação foi enviada ao Paraíba Já após o sindicato publicar um posicionamento cobrando esclarecimentos sobre a investigação do caso e afirmar que o parlamentar teria levantado suspeitas envolvendo empresários do segmento.

Na nota, o Sindipetro-PB sustenta que a sociedade tem o direito de conhecer o desfecho das investigações e critica o fato de que, quase um ano após o atentado, ainda não houve uma explicação pública sobre o caso. A entidade também recorda que, na época, setores da imprensa e o próprio vereador relacionaram o episódio ao debate sobre a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar um suposto cartel no comércio varejista de combustíveis em João Pessoa.

Em resposta, Guguinha afirmou que nunca responsabilizou qualquer pessoa ou instituição pelo atentado.

“Recebi com surpresa a nota divulgada pelo Sindipetro-PB, especialmente porque ela me atribui insinuações e acusações que jamais fiz.”

Segundo o vereador, seus pronunciamentos na Câmara Municipal e as entrevistas concedidas à imprensa sempre foram pautados pela cautela.

“Em nenhum momento, seja na tribuna da Câmara Municipal, seja nas entrevistas que concedi à imprensa, responsabilizei ou acusei qualquer pessoa ou entidade pelo ocorrido. Meus pronunciamentos sempre foram pautados pela responsabilidade, pelo respeito aos fatos e pela busca de esclarecimentos, sem apontar culpados”, declarou.

Guguinha também contestou a interpretação feita pelo sindicato, afirmando que suas declarações não contêm acusações contra o Sindipetro-PB ou empresários do setor.

“Por essa razão, causa estranheza que a nota afirme que eu teria levantado insinuações inexistentes. Basta assistir, na íntegra, aos meus pronunciamentos e entrevistas para constatar que minhas palavras foram claras e não contêm qualquer acusação contra o Sindipetro-PB ou contra quem quer que seja”, acrescentou.

O parlamentar reiterou que sempre defendeu uma investigação rigorosa do atentado, mas sem antecipar conclusões ou indicar possíveis responsáveis antes do encerramento do inquérito.

O atentado ocorreu em agosto de 2025, quando o veículo utilizado por Guguinha foi atingido por disparos de arma de fogo. À época, o vereador classificou o episódio como uma possível tentativa de homicídio.

A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Civil da Paraíba. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre a conclusão do inquérito ou eventual identificação dos autores.

Em sua nota, o Sindipetro-PB argumenta que a ausência de informações oficiais prolonga as especulações e compromete a transparência do caso. A entidade também defende que a Polícia Civil, o Ministério Público da Paraíba e o Tribunal de Justiça da Paraíba prestem esclarecimentos públicos sobre o andamento das investigações.

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